Vamos ser claros.
Há dois projetos de país em curso: um democrático e outro capaz de destruir qualquer veleidade de construção de uma Nação minimamente civilizada.
Uma eventual eleição de Flávio Bolsonaro criaria o seguinte cenário:
- Subordinação total aos Estados Unidos, na condição de colônia.
Significaria abrir mão de qualquer propósito de industrialização, de avanço tecnológico e de políticas de inclusão. A lógica colonial é a extração de riquezas e de matérias-primas (terras raras, alimentos sem processamento, minérios) para processamento nos Estados Unidos.
Significa fechar definitivamente o mercado de trabalho para os filhos da classe média, com a extinção de postos na engenharia, na indústria e no comércio e destruir as políticas de inclusão dos filhos das classes pobres. Diplomas e cursos universitários não garantirão mais empregos de qualidade.
- Campo aberto para o crime organizado.
O país paga até hoje o preço da eleição de Jair Bolsonaro. O mercado financeiro foi tomado pelo crime organizado, pela lavagem de dinheiro e pela sonegação. Não se trata de previsão, mas de fatos concretos. Organizações barra-pesadas assumiram o controle do Congresso. E a falta de limites chegou até o Ministro indicado por Bolsonaro para a Suprema Corte.
A família Bolsonaro está intimamente ligada ao crime organizado, seja à milícia do Rio das Pedras, seja às organizações criminosas que ganharam musculatura nos últimos anos. O caso Cláudio Castro é explícito.
O papel da mídia
O segundo ponto a se analisar é o papel da mídia. Nenhum jornalista, repórter, editor, diretor ou dono de grupo de comunicação tem a menor dúvida de que a equiparação do caso Fábio Luís ao de Flávio Bolsonaro é um embuste ciclópico. Pior: se ajudar na eleição de Flávio, se perpetuará através dos tempos, não poupando diretores de redação, colunistas e editores que se lambuzaram com essa tese.
A hecatombe, de ume eventual eleição de Flávio, será atribuída não apenas aos que sujarem as canetas e teclados com essa manobra, mas àqueles que, antes disso, ajudaram a alimentar o ovo da serpente, da Operação Lava Jato.
Pessoal, não é pouca coisa. Se vocês forem bem-sucedidos nessa manobra de colocar uma organização criminosa no comando do país, responderão não apenas perante a opinião pública, mas perante seus filhos e familiares, que pagarão a conta.
Alguns se safarão indo estudar ou buscar empregos melhor qualificados no exterior. Mas a grande maioria pagará a conta dessa enorme irresponsabilidade de burlar a opinião pública em favor de um miliciano.
Há muitos defeitos a se apontar em Lula, embora grande parte de sua inação se deva à falta de condições políticas, num modelo destroçado pela Lava Jato e pelas redes sociais. Mas ele representa o campo democrático — assim como Fernando Henrique representava, bem como Mário Covas, Franco Montoro, Ulysses Guimarães e Tancredo Neves.
Apoiando Flávio Bolsonaro com essa manobra, vocês estarão jogando no lixo quarenta e cinco anos de luta democrática e de tentativa hercúlea de erguer um país dos escombros de uma sociedade civil destroçada pela ditadura e por séculos de uma República mal formada.
Estamos prestes a ingressar na mais decisiva luta política da história, aquela que marcará o destino do país, como nação autônoma ou como uma possessão dos Estados Unidos, um Porto Rico com mais riquezas minerais.
O mundo atravessa uma mudança estrutural e colocou o Brasil em uma encruzilhada definitiva: a democracia ou a barbárie.
Às vezes minhas filhas indagam quando pretendo parar. Dá um cansaço, um desânimo. Mundo e Brasil enfrentam um momento de ruptura. As novas tecnologias, a desconstrução das sociedades por uma financeirização feroz e, agora, pela extração de riqueza pelas plataformas, trazem uma enorme incógnita pela frente.
Algumas vezes penso que é hora de parar, de largar a luta, preparar o livro de memórias, aproveitar os anos que me restam.
Aí, me lembro da música de Celso Viáfora, e, a exemplo de Charles Laughton em “Testemunha de acusação”, ligo o computador e volto à luta.
“Pois quando tava me arrumando
Pra ir
Bati com os olhos no luar
E a lua foi bater no mar
E eu fui que fui ficando…:”
LEIA TAMBÉM:
Paulo Dantas
27 de agosto de 2026 8:30 amOs quatro da extrema-direita são anti-civilização.
Discutir programa de governo de Lula é bobagem, é preciso garantir a civilização.
Fora colocar o país na condição definitiva de colônia.
Edivaldo Dias de Oliveira
27 de agosto de 2026 9:26 amO ranço da imprensa não é apenas contra o Lula é contra principalmente o petê. Contra o genocida tinha um intelectual com formação acadêmica e ela disse que a escolha era difícil. Se o Haddad tivesse saído do petê e se lançado por outro partido é bem provável que a imprensa não se oporia. A mídia vai ter que nos engolir, como fez o Brizola em 89.
Jose
27 de agosto de 2026 9:24 pmPor isso a Globo diz Lula candidato do PT, sendo que Lula não eh candidato do PT e sim de uma coligação de partidos, que tem um nome
Edson Monteiro
27 de agosto de 2026 9:44 amNassif,
Também vivo esse drama: parar ou seguir!
Mas tenho buscado forças para continuar na luta! Não podemos entregar a rapadura se mãos beijadas, afinal são quase 50 anos de luta!
Não vamos desistir das lutas! Somos guerreiros raiz e temos que mostrar aos canalhas que eles não vão destroçar o país mais uma vez!
Força e fé, companheiro!
Veritas
27 de agosto de 2026 10:37 amA imprensa marrom, por não conhecer história, nem filosofia, nem qualquer outra disciplina de conhecimento, quer eleger qualquer coisa que seja destrutiva, isto é, quanto mais amiga do crime organizado e de Trump melhor para esta pseudo imprensa. Você, Nassif, tem que se aprofundar na escrita ligada à verdade, ao bem e ao belo. Isto é o que lhe dá alegria, energia e vida. Se parar, falecerá. Depois de 2030, o pior vai passar e melhorará muito.
Laura
28 de agosto de 2026 10:57 amDos melhores jornalistas desse país. Também me pergunto exatamente isso, como dormem os jornalistas a serviço da Casa Grande?! Avante, Nassif. O Sol há de brilhar mais uma vez.
Ricardo Buono
27 de agosto de 2026 11:29 am“Viver é muito perigoso”, mas deixar de lutar é mais perigoso ainda, por isso seguimos, como seguiram Riobaldo e Diadorim. Há muitos duelos por vir para nós e para a nossa descendência.
fabricio coyote
27 de agosto de 2026 1:45 pmo choro é livre. a liberdade já não é mais livre. vide que a lei que deu total prevalência do judiciário fora promulgada sob os auspícios do então ministro da justiça mais longevo da história, josé eduardo cardoso. a lei da colaboração premiada. não adianta também culpar as redes sociais se 30% da população é analfabeta funcional, segundo o ibge. simplesmente o ibge. ou seja, parte da política de lula e do pt preferiu realizar a transferência do erário para instituições de ensino precárias. e no final a suposta esquerda culpará o “identidarismo”: ou seja, culpará o povo brasileiro tão sofredor.
ed.
27 de agosto de 2026 2:30 pmAs características principais de uma político para representar interesses dos <1% são:
1) Lealdade absoluta.
2) Alinhamento aos seus interesses
3) Ter representatividade (até idolatria) pública suficiente (enquanto formos democracia).
Inteligência, conhecimento, competência e outras qualidades pouco importam desde que atendidos os itens 1-3 acima.
É até melhor que tenham uma boa dose de imbecilidade, pois há menos risco de quererem alçar vôos próprios.
Se além disso forem corruptos, fica ainda mais fácil derrubá-los se começarem a incomodar.
Para mantê-los, basta que eles tenham os benefícios apropriados para mantê-los satisfeitos.
Os bolsonaros são um exemplo claro disso.
Para a míRdia corporativa e seus representados nacionais e estrangeiros, um despreparado como Flávio Vorconaro certamente atenderá a seus interesses, ainda que saibam que ele é bandido. Apenas precisam fingir que não enquanto ofereça a predação que lhes interessa.
Jair era um inimigo fanfarrão e falastrão deles, mas o que importa são os resultados efetivos, como os que Guedes lhes oferecia.
Flávio, Zema, Caiado, Renan? Collor, Temer, Bolsonaro? Tanto faz, desde que NÃO SEJA LULA, porque ele está fora deste desejado perfil.
O resto da sociedade que se "exphloda".
angelaneves
27 de agosto de 2026 3:18 pmEu também vivo esse drama de chutar o pau da barraca e ir viver o que me resta da vida sem tomar conhecimento de nada, afinal aos 75 anos nunca pensei que viveria novamente essa podridão politica, lutei tanto para que meu pais fosse um lugar decente para todos, de qalquer forma não vou deixar ninguem escolher por mim.
Jordan Fabrício Martins
27 de agosto de 2026 4:13 pmO mundo contra Lula…
Exceto Alcolumbre e Motta (e o centrão)…
J.juzéJota.marcelo
27 de agosto de 2026 4:39 pmAté quando vamos fingir q não há problemas estruturais graves em nosssas Instituições e em setores políticos inteiros em uma sociedade apodrecida aonde as elites ganham oceanos de dinheiro semnpoder e limites e…AINDA RECLAMAM(mimados)fingindo q o grande mal é Lula isto.vem até da dita esquerda(rorulada,marginalizada,difamada)doida para tomar o lugar de lula e não questionar um centímetro do sistema aff !!!
Zezeca Brasil
27 de agosto de 2026 5:51 pmLutar contra o desânimo é uma das maiores dificuldades do ponto de vista individual. Também lembrei de uma música, do Gonzaguinha, um chorinho que ele mesmo nem gravou (foi gravado pela dupla Teca e Ricardo):
O Errado Somos Eu (Choro)
[Leonardo Ribeiro/Gonzaguinha]
E a vida continua tão nua como é
Pr’aquele que quer ver, pra quem quiser notar
que tá mais pra chorar do que pra nego rir.
E a gente vai levando no verbo suportar
no jeito segurar, no modo como dá
sem dar muita razão pra alguém se incomodar
há quem chega e diz que está tão bom
“Tá bom demais!”
Que melhor não foi e que nunca será
“(Sei lá!?)”
Há quem solte logo um belo palavrão
pra qualificar, bem mais melhor o grau do meu “sei lá”
Vem aquela voz de um tal bebum
“Vai melhorar!”
Pois este meu copo já está ficando amizade colorida
Vem o galo do terreiro
gritando assim não dá e vou fechar o bar
apresentando a nota e ninguém tem a nota
Quem é que vai pagar?
O otimista se mandou dizendo que “sei lá”
vai melhorar dormiu
calou-se o palavrão
e eu levo uma porrada
e beijo a calçada
E a vida continua tão linda como é
não há nenhum problema
não há nenhum dilema
o azar é todo meu
o errado somos…eu!
Jicxjo
27 de agosto de 2026 6:56 pmNassif, compartilho de seu sentimento, de um certo cansaço, desânimo mesmo com os rumos do país, em razão dos nós górdios que parecem cada vez mais sem perspectiva de serem desatados: a concentração de poder privado local, sobretudo em mídia e finanças; a maldição dos juros altos e a incapacidade de se destravar investimentos essenciais no ritmo e volume necessários; o entreguismo e o golpismo das forças armadas, que olham a sociedade civil como seu principal inimigo; a vulnerabilidade militar e tecnológica que cobrará um preço cada vez mais alto; a educação muito aquém do necessário, demasiado instrumental e que mantém boa parte da população na escuridão; a proliferação de oportunistas de toda espécie, na religião, nas redes, nos palanques, verdadeiros parasitas que drenam a vitalidade da nação; a disseminação de ideologias individualistas e filosofias utilitaristas, de um orgulho pela falta de escrúpulos; uma Justiça que age em causa própria e cujo principal objetivo é manter seus próprios privilégios de casta, alimentar sua gula infinita; a persistente desigualdade obscena de renda, que castra o potencial humano e econômico do país em privilégio de uma minoria. Seria possível listar ainda muitas outras mazelas, cuja solução parece estar cada vez mais distante de uma nação rachada e sem objetivos comuns.
Não consigo mais enxergar, inclusive, muitos conterrâneos sequer como “compatriotas”; a sensação é que ao menos um terço da população já é causa perdida, e outro tanto semelhante segue ignorante e vulnerável às manipulações de uma imprensa canalha, de instituições religiosas oportunistas e de uma elite voraz e perversa. A luta por esse terço ainda influenciável é árdua e desigual, cada vez mais penosa para todos que estão despertos, dados o poder e a audácia das forças do atraso, do obscurantismo, da vassalagem; além da velha mídia tendenciosa, nosso desafio agora também exige vencer um exército de mercadores da fé, as tropas de manipuladores nas redes sociais e os algoritmos das Big Techs, e até as investidas de uma potência decadente que rasgou a fantasia e aboliu limites. E, para piorar, olhamos para fora e vemos que os desafios e ameaças também em nível mundial apenas crescem: a ascensão de políticas de ódio e a morte das utopias humanistas; os riscos climáticos incalculáveis que se apresentam no horizonte, devastando a natureza e o próprio homem; o militarismo tresloucado de quem não vê a Terra como um orbe único e frágil, cuja vaidade e ego consideram-na como um mero joguete, a ser disputado em uma nova grande guerra, que passa a ser vista como palatável; os avanços tecnológicos em ritmo muito superior à capacidade da humanidade de compreendê-los e domá-los, que suscitam toda uma nova categoria de ameaças existenciais…
Penso em meus filhos, nas futuras gerações, e, apesar das lágrimas que me escorrem dos olhos, sinto explodir em meu peito uma indignação que me leva adiante, que vai redefinindo minhas prioridades de vida e me transmitindo a certeza de que a dignidade está em continuar a lutar, tenhamos êxito ou não, com o reconhecimento futuro por nossos descendentes de que não desistimos deles, mesmo que já não estejamos mais aqui. A luta por um Brasil justo e soberano, de certo modo, também é uma luta por toda a humanidade, pelo futuro do mundo que se desenha; somos um microcosmo do que está se passando em quase toda parte, não existem mais portos seguros contra o que está por vir em se mantendo a atual marcha da insensatez. Resta-nos lutar, lutar, lutar, até o limite de nossas forças, com a esperança de que em algum momento, antes que seja tarde demais, a resistência humanista consiga virar o jogo, consolidar uma trajetória sustentável, solidária. Há alguma garantia de sucesso? Não, mas infelizmente não há alternativa.
Rogério Marques
27 de agosto de 2026 11:45 pmÓtima análise, Nassif. E que sacada legal acabar com a música do Celso Viáfora no programa do Rolando Boldrin. Eu sempre me emociono com o Boldrin. Que saudade dele e daquele programa. Que falta o Rolando Boldrin faz ao Brasil. Em tempo: não para não, Nassif. Precisamos de você e dos seus textos.
Silvio Torres
28 de agosto de 2026 12:34 amNassif, tá repercutindo nas redes sociais uma entrevista de um figurão do agro no UOL reclamando da “dificuldade” de contratar trabalhadores. Nas centenas de comentários a unanimidade, todos dizendo o que seria o óbvio: é só pagar mais e dar melhores condições de trabalho. Viu a taxa de desemprego atual? É a raiz de todos os golpes. Não importa se são generais, um fraco como FHC, um tresloucado como Collor, um troglodita da linhagem bozo. Eles querem grandes massas de descamisados, mão de obra farta e barata. Gente pra carregar nas costas as castas superiores. Cheia de “gratidão” com o chicote e as migalhas.
Pedro Rocha
28 de agosto de 2026 7:33 amHá duas décadas digo a mesma frase AQUI, neste espaço, quando o ufanismo lulista era insuportável: ele não passa de uma ilusão trágica. Tão trágica que agora que o impulso esquerdista pós ditadura arrefece flertamos com o colapso do sistema. Nunca foi capaz de antagonizar, impor dificuldades aos eternos predadores do país. Não me impressiona mais que pessoas com vasto cabedal insistam em defendê-lo. Por exemplo: o Lula não faz por causa das condições políticas? Uai, mas o que fez em 2003 quando as condições políticas eram plenamente favoráveis? O lulismo criou uma blindagem insuperável do personagem. Nenhum erro, atés os muitos que são crassos, respinga no cidadão. Ele enche a boca e ri pra dizer “entreguei muito dinheiro aos bancos”. Enfim, vocês fazem parte da absurda marcha da insensatez. Parabéns. Obs: sobre jornalistas um dia serem responsabilizados pelo que fazem hoje? haha.
J.Marcelo
28 de agosto de 2026 7:56 amEstas prssoas vis são o fruto da imptensa e rede s sociais doentias antibrasil pois ng teve a capacidade de por LIMITES à elas aff isto é natiral e inevitável termos reaças sem noção lutando contra si mesmos kkk telaxa Nassif p mundo é assim mesmo e é legal emocionante ter algo a lutar p mundo não é todo certimho como lá aonde vc.viveu mo imterior por isso q teve q vir até aqui no centro do caos relaxa.Nassif e não chora!!!
ABIAS PEREIRA DA SILVA
28 de agosto de 2026 12:14 pmO Lula deve: Se eleito, na hora que chegar 500 microfones à sua frente, deitá-los todos ao chão. Só falar na Imprensa oficial. E tenho dito. Basta de ontem no Rio.
+almeida
29 de agosto de 2026 12:42 amEm minha opinião, a única expectativa que sobra para a grande mídia é esticar a vitória da esquerda, para o 2º Turno. Por exemplo: encerrada a entrevista de Flávio Bolsonaro, eu avaliei que os comportamentos e as atitudes de Tralli e Renata foram constrangedores e até vergonhosos, diante do convidado da noite. Notei que, para mim, o comportamento da banca foi bem diferente de todas as outras entrevistas. Pareciam travados, contidos, engessados e o escambau. Será que se controlavam para seguir um roteiro traçado? Uma espécie de contensão profissional, em favor de uma causa menor. Talvez, um engessado e padronizado tipo de comportamento, para que não apagasse a chama, até então ainda viva, de um segundo turno? Mordem, atacam, fustigam mentem contra Lula, para depois produzirem os suspeitos sopros. Sempre foi assim, desde o tempo em que ele líder operário, mas, quis o destino, até hoje, que perdessem quase todas. Imagino que já calcularam o prejuízo que a mais nova aposta errada irá lhes alcançar. Penso que a contensão do espírito profissional e um possível comportamento tímido e desajeitado dos entrevistadores deixam claro que o 2º turno é a boia de salvação para reduzir o fracasso e o prejuízo.
Eduardo Ramos
29 de agosto de 2026 11:38 amSeu Nassif, tem uma foto muito famosa no mundo todo, em que numa manifestação nazista onde todos seguem o rebanho fanático, um homem, serenamente, se mantém incólume, seguindo seus valores, sua consciência, e provavelmente ele sabia não só que corria riscos sérios, mas também que naquele tempo específico, sua luta era “em vão”, pragmaticamente falando. Restava-lhe o conforto imenso de manter a integridade, sua persona intacta, sua dignidade, sua coragem. Você tem toda uma vida de luta pelo que é verdadeiro e justo através de seu ofício na imprensa, seus artigos factuais e os opinativos. Tenho a firme convicção de que no fundo de sua alma, ao ver as filhas e os netos, há um murmúrio ensurdecedor te confirmando que essa luta, apesar de exaustiva e às vezes causando desespero, ainda vale a pena e até mesmo dá um certo sentido a essa coisa de existir. Parabéns!!! Desculpa o pedido, mas prossiga!!!! rsrs.